Célio Furtado – Engenheiro e professor da Univali celio.furtado@univali.br

Escrevo na tranquilidade de minha casa, simples e confortável, após a Santa Missa na Igreja Matriz, impregnado da bela e profunda cerimônia da Via Sacra, lembrando que estamos na Quaresma.

Ouço Magnificat, de Monteverdi (1567-1643), compositor italiano, no esplendor de Veneza, um gênio universal. O mês de março já está chegando ao final, estamos no outono e reina um astral dominante mais otimista com o fim aparente do fantasma da pandemia, um quase abandono às mascaras e certo afrouxamento no uso do álcool nas mãos.

Em artigo anterior comentei a necessidade da “retomada do desenvolvimento”, uma nova atitude nacional diante do novo quadro geopolítico que se apresenta diante de nós.

A conjuntura é simples para quem acompanha o noticiário, guerra na Ucrânia, alta dos combustíveis, escândalos em Brasília e as pesquisas que insistem em mostrar que o atual presidente da republica não se reelege.

Tenho a minha opinião pessoal sobre pesquisa; elas refletem um momento e indicam uma tendência, uma opção demográfica e democrática, uma sondagem de opinião que sempre é mutável e mutante.

É como se olhássemos para o céu e encontraríamos uma certa disposição das nuvens, um momento, um instante meteorológico, algo assim.

Acredito nas pesquisas, gosto de lembrar aos meus interlocutores sobre um simples exame de sangue; com algumas gotas o bioquímico conclui uma série de problemas no paciente, pois sabemos que “o sangue fala”.

No campo politico não é diferente, acredito na eficácia dos instrumentos de averiguação da opinião, por sexo, classe social, região e outros fatores.

Muitos me dizem: “eu não conheço alguém que já tenha sido pesquisado”, sim, tudo bem, porém o universo brasileiro é de mais de duzentos milhões de pessoas e daí a importância de amostragens bem selecionadas, coisa de profissionais do ramo, sociólogos, estatísticos e outras formações profissionais, pois sabemos que é um campo complexo e multidisciplinar.

Se não houvesse credibilidade não se faria tantas pesquisas, e, com certeza, ambas as partes, ou as múltiplas partes envolvidas nas pesquisas eleitorais acreditam e seguem os resultados; levam a sério os números.

Estamos no final de março e muita “água vai passar por baixo da ponte”, sabemos disso, porém percebemos que está difícil, no Brasil, crescer uma terceira via, uma alternativa ao “ladrão” e ao “genocida”, conforme o jargão vulgar e tendencioso assim define os dois principais candidatos.

É curioso que o atual presidente que jurou que não concorreria à reeleição não cresceu nas pesquisas, persiste nos modestos 25%, apesar de estar diariamente e constantemente nas mídias, com um arsenal de Fake News e com a máquina oficial, não deslancha.

O candidato que persiste folgadamente na dianteira, saiu da prisão, foi inocentado, e, sem fazer qualquer campanha, apenas entrevistas isoladas, numa atitude tranquila e sem ressentimentos, lidera todas as pesquisas e, conquista a confiança da maioria da população brasileira.

Acredito na democracia enquanto um “valor universal”, e sigo uma orientação que me acompanha a muitos anos, orientada para a “Voz da Unidade”, uma alternativa para uma retomada do desenvolvimento nacional.

Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br

NR: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

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