Célio Furtado – Engenheiro e professor da Univali celio.furtado@univali.br

Escrevo na tranquilidade da minha casa, ouvindo música (saxofone jazz), organizando-me para um novo artigo, nesta manhã de domingo.

 Os meus leitores devem observar que mantenho um certo padrão nas minhas escritas, normalmente, cerca de quinhentas palavras e aproximadamente quarenta e três linhas.

 Esse procedimento padrão tem uma história, naturalmente, sua origem remonta ao ano de 1999, quando comecei a escrever no jornal “O TEMPO”, desde o primeiro número.

Lembro da recomendação do diretor para que o texto fosse “leve” e que, cada vez mais, as pessoas liam menos, o que eu concordava parcialmente. De fato, a tendência dominante é de textos rápidos e manchetes bem esclarecedoras, pois a disponibilidade de tempo das pessoas é cada vez mais reduzida.

Acatei a recomendação e, por vários anos, fui adotando esse tamanho de artigo, chegando bem perto da milésima edição, sempre com bons retornos, feedbacks generosos, o que me estimulava a prosseguir, a produzir semanalmente o meu texto.

Na verdade, eu sempre fui um leitor voraz de jornal “de cidade grande”, incialmente o Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro, e, posteriormente, a Folha e o Estado de São Paulo, isso por anos e anos a fio.

Confesso que nunca me interessei pela imprensa local, Diário Catarinense, Jornal de Santa Catarina e O Estado, sem nenhum preconceito, apenas pelo hábito arraigado nos diários dos centros maiores.

Também nunca me interessei pelas revistas, Veja, “Isto É”, etc., também, simplesmente, por força de hábito, nenhum julgamento de valor a respeito.

Fiz uma exceção quando apareceu no mercado editorial brasileiro o “Le Monde Diplomatique” em português, cujos artigos muito apreciava, um olhar europeu-francês sobre o mundo.

Tenho que destacar também os jornais de cunho econômico, inicialmente o “Gazeta Mercantil”, e, posteriormente o jornal “Valor Econômico”, por motivos óbvios.

Como professor universitário, do Curso de Administração de Empresas, eu precisava muito das informações, dos comentários e editoriais, para repassar aos alunos que, normalmente, liam muito pouco.

Poderia comentar melhor essa expressão “liam muito pouco”, alegando a falta de tempo, pois a maioria trabalhava durante o dia e já chegavam cansados nas aulas noturnas.

Também o fato de que os textos econômicos-administrativos eram mais densos e áridos, exigindo uma concentração maior, haja vista que se tratavam de ensaios e artigos mais preparados e “pensados”, com maior rigor acadêmico e maior precisão exigida pelos seleto e bem preparado mundo dos investidores.

Diante disso eu tirava muitas cópias de artigos, repassava aos alunos, sempre acompanhados de bons e produtivos debates, pois sabemos que “a discussão gera ação”.

Também na juventude eu lia muito, no Rio de Janeiro, os semanários Movimento, Opinião e Pasquim e, no campo da cultura, devo mencionar “Encontros com a Civilização Brasileira”, em forma de livros, edições mensais.

Também, aproveito para citar a coleção “Os Pensadores”, que saiu na minha fase de recém-formado (1978), ajudando-me bastante na minha modesta cultura filosófica.

 Com essa boa herança cultural, sinto-me motivado a escrever semanalmente meus curtos textos, tentando esboçar um diálogo com os generosos leitores.

Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br

NR: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

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