Célio Furtado – Engenheiro e professor da Univali celio.furtado@univali.br

Aproveito a tranquilidade desta tarde chuvosa e fria para escrever, ouvindo Palestrina(1525-1594). De fato, esses cantos da Renascença muito me inspiram, estimulam a reflexão, auxiliando na busca de ideias não necessariamente coisas do passado.

Gosto de me ater ao momento presente, também, pensar os fatos que chegam, estabelecer relações, traçando raciocínios e tentando oferecer algumas ideias aos nossos leitores.

Superamos parcialmente o fantasma da pandemia e a economia mundial busca uma nova orientação, uma retomada do ritmo de produção, aumento de encomendas e, por conseguinte, busca maior de insumos, matéria prima, mão de obra e, sempre necessário e atual, cérebros criativos.

Evidentemente esses movimentos de aumento de produção e demanda estimulam variações de preços, muitos, na verdade, especulativos, artificiais, oportunistas, pois, é assim que funciona o mercado, dentro da perspectiva liberal.

Oferta, procura e desequilíbrio, convívio de inúmeros fluxos financeiros, noticias reais e fictícias, cada vez mais complexas, haja vista a sofisticação crescente das tecnologias de informação, pois, sabemos, não há limites para a capacidade humana de inovação.

  Há o fator guerra, o confronto russo-ucraniano, desigual, por um ponto, aparentemente, uma nação é bem mais forte do que a outra.

 Porém, devemos pensar em termos de geopolítica, blocos de poder, interesses antagônicos em manter a guerra ou a busca da paz, um elemento abstrato de difícil definição: “paz para quem?”, assim pensam os estrategistas.

]Paralelamente aumentam as pressões da China contra Taiwan, uma aspiração legitima, uma anexação inevitável que as próximas gerações tomarão conhecimento.

Gosto do assunto e sempre que encontro a ocasião repito aquele velho chavão: “pensar globalmente e agir localmente”.

A economia acontece nesse contexto complexo, blocos de poder, fome e fartura, a racionalidade cruel dos centros de decisão, as manipulações crescentes da opinião pública, pois sabemos que a guerra não é apenas combate, tiros e bombardeios.

 É bem mais do que isso, são os confrontos instantâneos de informação e contra informação, espionagem, ameaças veladas e, podemos dizer, com tranquilidade que vivemos o “soft Power”, o poder suave e eficaz, menos intervenção bélica e mais “ganhar a briga sem fazer força”.

E, nós, Itajaí, uma pequena cidade na “periferia da periferia”, o que temos a ver com isso? talvez algum leitor mais atento esteja perguntando A resposta é tudo!

O mundo é uma aldeia global, a parte está no todo e o todo está na parte, como complexos vasos comunicantes, onde tudo está interligado com tudo.

Nossa cidade tem uma ligação imediata e instantânea com o mundo, do ponto de vista logístico, um ponto luminoso no complexo fluxo comercial internacional. O mundo dos negócios nos procura sempre, o investimento é crescente, somos, de fato, uma cidade cosmopolita.

As crises mundiais refletem diretamente no comercio, nas transações de embarque e desembarque de mercadorias, tudo movido pelo petróleo, um dos pontos centrais no conflito russo ucraniano.

Esse é apenas um aspecto da questão, nada que nos faça perder o sono, devemos trabalhar, estudar e principalmente, lutar pela democracia, por uma inserção mais harmônica na ordem global.

Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br

NR: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

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