Um lance é capaz de mudar o curso da história, e o Corinthians foi prova disso na CONMEBOL Libertadores de 2012.

Uma defesa elevou o “gigante” Cássio à condição de ídolo alvinegro e ajudou o time de Parque São Jorge a ser campeão invicto da competição.

A partida das quartas-de-final contra o Vasco da Gama no Pacaembu, em São Paulo (SP), é o tema do sexto episódio da série “Todo Resultado É Possível”, da Betfair.net.

Neste 1º de setembro, dia em que o Timão completa 110 anos de existência, o lance que calou o estádio por oito segundos foi analisado pelos embaixadores Mauro Cezar e Chico Garcia.

Ambos foram categóricos ao afirmar que aquela partida teve a cara da Libertadores da América e do clube.

A vitória corintiana por 1 a 0 teve, além da defesa milagrosa do goleiro diante de Diego Souza, o gol salvador do volante Paulinho nos minutos finais.

“Não é exagero dizer que a história do Corinthians se resume a antes e depois daquela partida. Se formos mais detalhistas, podemos dizer que um lance específico marcou para sempre a vida do goleiro Cássio e determinou o poder da equipe em busca do título inédito da Libertadores”, afirmou Chico Garcia.

O duelo envolvendo o Corinthians, campeão brasileiro de 2011, e o Vasco, vencedor da Copa do Brasil do ano anterior, era cercado de expectativas.

Equilíbrio, marcação e raras chances de gol marcaram o primeiro confronto, que terminou em 0 a 0, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

No estádio do Pacaembu, os corintianos tinham a vantagem de jogar em casa, diante de sua torcida fanática.

Os vascaínos sabiam que, em um confronto tão disputado, balançar as redes fora de seus domínios poderia ser decisivo, já que a regra do gol qualificado já estava em prática. E isso esteve muito perto de se tornar realidade nos pés de Diego Souza.

“A partida teve semelhanças em relação ao que foi visto no Rio de Janeiro, com equilíbrio e poucas oportunidades de cada lado. Um erro seria fatal, mas aconteceu aos 17 minutos do segundo tempo. Houve uma falta no lado direito do ataque corintiano.

A bola foi alçada na área do Vasco e o goleiro Fernando Prass saiu socando para longe. Ela sobrou limpa para Alessandro que, ao tentar lançar, permitiu que Diego Souza a interceptasse”, lembrou Mauro Cezar.

Com 0 a 0 no placar, o atacante do Vasco arrancou sozinho e teve tudo para decretar a vitória, que poderia eliminar o Timão.

Nem os jogadores nem a torcida silenciosa esperavam aquele desfecho. Mas, com a ponta dos dedos, Cássio impediu que a bola entrasse.

“Foram oito intermináveis segundos, com o atacante vascaíno conduzindo a bola por mais da metade do gramado até chegar à área do Corinthians. Ficou frente a frente com Cássio, que o esperou até o instante derradeiro. Diego chutou, o goleiro se esticou, a ponta de sua luva desviou a bola, que deslizou rente à trave esquerda. A comemoração foi comparável à vista mais tarde com a cabeçada de Paulinho indo às redes a três minutos do final. O Timão estava classificado. Foi 1 a 0 o placar, mas a Fiel comemorou dois gols”, analisou Mauro Cezar.

Nos instantes finais, Paulinho, de cabeça, ao seu melhor estilo, garantiu a vitória e abriu caminho para a tão sonhada conquista da América.

A foto do jogador abraçado a um torcedor no alambrado do Pacaembu ganhou todas as páginas dos jornais do dia seguinte.

Na semifinal, os comandados de Tite passaram pelo Santos, antes de superarem o Boca Juniors na grande decisão.

O Corinthians conquistou o título de forma invicta, com apenas quatro gols sofridos, e encerrou a incômoda escrita de ser, até então, o único dos “gigantes” paulistas sem ter conquistado a Libertadores. Meses depois, os corintianos conquistaram o mundo pela segunda vez.

A série “Todo Resultado É Possível” fará os fãs recordarem oito momentos memoráveis da competição, em que o futebol quebrou prognósticos e mostrou por que é o esporte mais popular do mundo.

A atração da estreia foi o título do Flamengo em 2019, com uma vitória incrível nos minutos finais sobre o River Plate por 2 a 1, em Lima.

Em seguida, os embaixadores recordaram o fim da “maldição” das oitavas do Grêmio na Libertadores, com o triunfo sobre o Godoy Cruz (ARG), em 2017, a vitória de virada do Internacional sobre o Chivas Guadalajara (MEX) por 3 a 2 na decisão de 2010, o golaço de Cleiton Xavier que salvou o Palmeiras em 2009, e o triunfo do Santos sobre o Colo-Colo na fase de grupos em 2011, que marcou uma reviravolta para a equipe de Muricy Ramalho no caminho até o tricampeonato.

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